A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão iniciado no século XVI por Martinho Lutero (1483-1546), que, através da publicação de suas 95 teses, protestou contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica, propondo uma reforma no catolicismo. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco solas (Somente a fé; somente a escritura; somente Cristo; somente a graça e glória somente a Deus). Lutero foi apoiado por vários religiosos e governantes europeus provocando uma revolução religiosa, iniciada na Alemanha, e estendendo-se pela Suíça, França, Países Baixos, Reino Unido, Escandinávia e algumas partes do Leste europeu, principalmente os Países Bálticos e a Hungria. A resposta da Igreja Católica Romana foi o movimento conhecido como Contra-Reforma ou Reforma Católica, iniciada no Concílio de Trento (1545-1563). O resultado da Reforma Protestante foi à divisão da chamada Igreja do Ocidente entre os católicos romanos e os reformados ou protestantes, originando o Protestantismo.
terça-feira, 14 de junho de 2011
quarta-feira, 1 de junho de 2011
Teologia e Ecumenismo: Uma Reflexão
Gostaria de começar este meu artigo esclarecendo algo muito importante para os estudantes de teologia: A teologia possui duas dimensões que a caracterizam exclusivamente, quais sejam, a dimensão científica e a dimensão reflexiva. Como ciência ela é totalmente experiencial, tem em Deus seu objeto de pesquisa, na igreja seu laboratório e na fé seu elemento de relação com seu objeto; como reflexão, a teologia é imparcial e se utiliza da razão para pensar o sagrado e sua relação com o não sagrado. De forma que, a teologia que faço, não é pretensiosamente doutrinária ou denominacional, mas científica e reflexiva. Desta maneira, como pesquisador da teologia, e em função das características apresentadas, vejo ser possível pensar teologicamente sobre quaisquer assuntos, inclusive sobre o ecumenismo, como categoria religiosa. Logo meu texto não tem a pretensão de reprovar ou defender o ecumenismo, mas de trazer informações que possam contribuir para uma reflexão crítica desse fenômeno religioso. Então, vamos ao texto!
sábado, 21 de maio de 2011
Cristianismo
“A presença efetiva da Igreja no mundo é diretamente proporcional à presença de Deus em nós. Avivamento é Deus presente, reconhecido e obedecido. E tudo começa com a compreensão da natureza e grandeza da redenção.”
“A oração é a convergência do Todo-Poderoso com a nossa condição de todo-necessidade.”
“Jesus é o Senhor! Esta é a síntese do cristianismo. O mais santo dos homens ou mulheres que existe, ou já existiu, só é essencialmente diferente do pior dos homens, na humildade de ser dEle; de ser nEle; de ser para Ele. O pastor no púlpito, falando a Deus ou de Deus, sem reconhecer que Cristo é o Senhor, não é diferente de demônio algum na natureza do mal, a superlativa presunção de subsistir sem Deus, mas só na extensão do mal no ser.”
“Deus é definitivamente soberano. Ele está reinando agora. Podemos deixar de fazer o que Ele manda, mas não podemos deixar de fazer o que Ele quer (...). Santo Agostinho disse que alguns homens têm bons desejos que não estão de acordo com a vontade de Deus. E que outros homens têm maus desejos que coincidem com a vontade de Deus. Por exemplo, disse santo Agostinho, um bom filho pode desejar bondosamente que o pai viva, quando a vontade de Deus é que o pai dele morra. E um mau filho pode desejar maldosamente que seu próprio pai morra, quando a vontade de Deus é também que tal homem morra. E mesmo assim o filho piedoso agrada a Deus ao desejar aquilo que não é da vontade de Deus; e o filho ímpio desagrada a Deus ao desejar aquilo que é da vontade dEle.”
Citações de Segisfredo Wanderley (precioso amigo) em seu livro
“Cristianismo Diabólico: Sem Cristo, Sem Cruz, Sem Santificação.”
terça-feira, 17 de maio de 2011
A Relevância da Teologia Na Formação Ministerial
Palestra realizada por ocasião da formatura da turma
de Bacharel em Teologia do Seminário Teológico Betel Brasileiro
Niterói, Agosto de 2010
Estimados irmãos em Cristo Jesus,
Senhora diretora do Seminário Teológico Betel Brasileiro irmã Maria Nazaré Menezes; senhora coordenadora pedagógica do Betel Brasileiro, irmã Marly Santana Moraes; demais autoridades religiosas presentes; estimados colegas da gestão do Betel; meus igualmente, estimados amigos de magistério; preciosos alunos formandos, por quem tenho nutrido profundo respeito e carinho, quero lhes informar que me sinto honrado em poder fazer parte deste momento histórico da formação teológica de cada um de vocês e, clamo ao Senhor nosso Deus, que Ele lhes conceda a bênção da paixão ministerial como ponto de partida para a concretização dos propósitos divinos para a vida de cada um de vocês.
Digo ponto de partida, pois entendo que ministério, na dinâmica do Reino de Deus, não é um fim em si mesmo, mas um meio para o conhecimento e desenvolvimento da vontade de Deus para a humanidade através da instrumentalidade dos santos que somos todos nós (nós vivemos objetivando cumprir à Sua santa vontade). Sendo assim, é óbvio que a formação acadêmica traz um paralelo de relevância considerável à formação ética e espiritual daqueles que se propõem a conhecer a santa doutrina de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo para o exercício de suas vocações.
A igreja
“A igreja é a presença contínua de Cristo no mundo, ou, como prefere dizer Bonhoeffer: A igreja é Cristo existindo como comunidade”.
“De acordo com Karl Barth: Uma igreja que conheça sua missão não quererá nem poderá, em nenhuma de suas funções, insistir em ser igreja por amor de si mesma”.
“É importante dizer que o compromisso da igreja é com esta vida, colaborando com Deus na construção e transformação deste mundo”.
Citações de Harold Segura Carmona, teólogo colombiano
em seu livro"Para Que Serve a Espiritualidade?"
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